Pensando um Brasil …


Instituto Louco de Expressão
Instituto Louco de Expressão   

“Se a gente é perferia, não adianta dar tiro um contra o outro. “Ice Band

A Festa Instituto Louco de Expressão ocorre de dois em dois meses (aproximadamente) em Belo Horizonte, e é organizada pela equipe “Nós pega e faz produções“, formada pelas bandas: Elemento.s, Crime verbal, ice band, sinistro mcs, Sem Meia Verdade, Diário Oficial da periferia e apologia S ).

A festa ocorrida no dia 24/09/2008, teve como tema a valorização do Hip HOp Mineiro, e contou com o lançamento do CD HOMEM BOMBA, da banda: Retrato Radical, grupo conhecido da cena mineira.

O evento contou também com a apresentação das bandas: Kontraste, Sem Meia Verdade, A professia, e Máfia NVS,  além da participação dos DJ’s Marco Túlio (Plano de Fulga)  e Dj Spider (DeJaVu) e claro, centenas de pessoas, B.boys, grafiteiros e MC’s.

O marketing da festa ficou por conta da internet (myspace, orkut, e-mail) e da distribuição dos fly’s, “panfletados” em diversos locais da cidade.  A divulgação do evento contou também  com o apoio do jornal Estado de Minas, cujo o agradecimento dos entrevitados vão para a jornalista Janaína Cunha Melo.

A realização do evento contou com o apoio do Reciclo Asmare Cultural, e promete na próxima edição, sem data ainda definida, agitar ainda mais a cena do hIP hOP em Belo Horizonte.

Entrevista gentilmente cedidida por:
Bruno (Buldog Mc - Elemento . s )
Ice Band (PRojeto diversidade Urbana)

João Marcos



Dia 13 de Maio.

Zumbi dos palmares

Segundo o calendário brasileiro, comemora-se hoje a abolição da escravidão. Fato que algumas pessoas acreditam ter sido ação de bondade, outras consideram ato político de fuga à uma situação tumultuada; e existem ainda as que acreditam em um ato brando de socialismo. Bem, não cabe aqui discutir qual foi o real motivo da abolição e nem quais as circunstâncias levaram a tal, mas sim, fazer uma pergunta: Será que o negro Brasileiro realmente livre? Terá ele realmente o que comemorar?

O que observo nas ruas, empresas, condomínios e lugares por onde vou, é que o negro continua sendo usado como mão de obra barata, ocupando os piores empregos no escalão social. De uma forma mais grosseira, grande parte dos negros que não estão nos sub-empregos, estão marginalizados, parados à margem de uma sociedade na qual não conseguem se inserir.

Temos que pensar bastante antes de colocar uma camisa, uma bandeira, uma faixa e sair pelas ruas comemorando o fim da escravidão. Porque o negro brasileiro em sua maioria, talvez não seja realmente livre, pois a escravidão no Brasil além de física, foi mental. E isto faz com que o negro seja socialmente pressionado por uma cultura de inferioridade, imposta desde muito tempo, que desvaloriza suas raízes e reprova sua identidade. O negro no Brasil deve refletir sobre o cidadão que ele se forma diante deste novo cenário, Pós-Escravidão, que ainda o exclui e marginaliza.

A liberdade do negro vai muito além de uma Lei, tratado ou acordo. Ela está ligada à construção simbólica de sua imagem na sociedade, das bagagens culturais que ele traz consigo, de suas experiências de vida, no que ele acredita ser, naquilo que ele se retrata; Está no seu comportamento diante de tudo e todas situações que lhe aparecem. Por isso todo dia é 13 de maio, pelo menos para aqueles que já se libertaram da prisão sem muros.

João Marcos



Batalha de mc’s em Belo Horizonte

Batalha de mc’s em Belo Horizonte

Há mais de um ano Há mais de um mês acontece todas as sextas feiras “debaixo” do Viaduto de Santa Tereza na Praça da Estação, Ponto Turístico de Belo Horizonte, a Batalha de Mcs(1). O evento é uma disputa legal entre rimadores de todos os locais da cidade. O objetivo é conseguir “zuar” o adversário, com rimas que levem a platéia à loucura.  O vencedor da batalha leva a quantia em dinheiro investida pelos duelantes, média de r$2.00 por MC. O melhor da batalha é que quem escolhe o vencedor é o público, que não tem medido esforços para aplaudir ou vaiar alguém!

Vale ressaltar que o evento com foi construído para que pessoas pudessem ir alí, para treinar, conhecer o hip-hop, ter intimidade com o microfone na mão, se conhecer, crescer, usar toda situação e adversidade dos duelos na vida pessoal, profissional. Em fim, ser quem você é.  E assim estamos assistindo o nascimento de talentos no Hip-hOP de Belo Horizonte (2).

A batalha conta com apoio da prefeitura para poder ligar os equipamentos como microfones, caixas e pick-up’s. Tudo isso com um único objetivo: DIVERTIR A GALERA!.

O evento começa as 20h, e vai até as 23h mais ou menos. Infelizmente semana passada choveu e o evento não aconteceu; mas quem passar por ali sexta feira, com certeza vai encontrar muita gente bonita, alegria e diversão garantida!

Tomara que hoje não chova!

Forte Abraço!

(1) e (2) –  Acrescentado por: João Marcos, Segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PS: Segue Um videozin do evento… é isso BH – HIP HOP NÃO PARA:



Hip Hop a lápis

renegado1.jpg
O Sinpro-MG Realizou no dia 14 de Julho um evento voltado para a valorização da cultura de rua, o lançamento do livro Hip Hop a Lápis, com a presença de “Renegado” da Banda NuC, e também com o rapper Aliado-G.

Renegado Disse em seu discurso que a academia (faculdades e universidades) “não é o único lugar que detem o conhecimento, más é preciso frequentá-la”. Aliado-G apontou o livro como forma de levar um dos elementos do Hip-Hop: a mensagem, à pessoas diversas, em sua maioria jovens, principalmente carentes de cultura que podem vir a se interessar pela leitura através desta obra, que usa além da linguagem comum um tipo de linguagem das ruas, uma forma de expressão coloquial com uso de algumas gírias não muito populares.

Renegado e Aliado-G discursaram também em disfunção da massificação do Hip-Hop, o que segundo eles, afasta o principal objetivo da movimento: Ser uma música de protesto.
Ambos artistas não fizeram considerações sobre os benefícios da massificação do Hip-Hop, da mistura de sons e identidades no mundo pós moderno causadas por esse fato, e se excederam ao afirmarem que “todas as pessoas massificadas escutam Hip-Hop”. Se esquecendo que este movimento abre janelas a cada dia, principalmente quando é consumido por pessoas de identidades tão marcantes como os Punks, Metaleiros, Reggaeiros, etc. Pessoas que muitas vezes não são, ou não estão no conceito de “todo mundo” (entendido aqui como forma de classificar pessoas que consomem produtos da industria cultural fonográfica). O evento contou também com a apresentação de Grupos de Break e mostras de grafite, aproximando todos elementos do Hip-Hop em um só lugar.



Política e outras cositas más!
13 julho, 2007, 1:25 pm
Filed under: Cotidiano, Esportes, Política, Responsabilidade Social, Tecnologia

Começamos aqui um blog para os amigos virtuais que gostam da nossas críticas sobre diversos assuntos e lançamentos do mundo contemporâneo.

A todos, um forte abraço!

João Marcos